A Fifa entrou em alerta às vésperas da Copa do Mundo após um surto de doença atingir um dos rivais de Cristiano Ronaldo no torneio. A entidade acompanha de perto a situação e já trabalha junto de autoridades internacionais para evitar riscos durante a competição.
A preocupação envolve a República Democrática do Congo, que disputa o Grupo K da Copa ao lado de Colômbia, Portugal e Uzbequistão. Justamente por conta do avanço do Ebola no país africano, a Fifa intensificou o contato com órgãos de saúde e segurança.
Segundo as informações divulgadas, o surto registrado no leste do Congo já deixou 134 mortos e cerca de 500 casos suspeitos. O diretor-geral da OMS explicou que ainda não existe vacina nem tratamento para a cepa Bundibugyo, responsável pela nova onda da doença.
Além disso, o CDC, centro de controle de doenças dos Estados Unidos, determinou restrições para viajantes que passaram pela República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul nos últimos 21 dias. A medida pode até mesmo afetar torcedores da seleção congolesa durante a Copa.
A própria Fifa confirmou que monitora o cenário ao lado da Federação de Futebol da República Democrática do Congo. No comunicado enviado, a entidade afirmou manter conversas com autoridades dos Estados Unidos, México, Canadá e também com a Organização Mundial da Saúde.

Situação da seleção preocupa antes da estreia
No entanto, apesar da tensão provocada pelo avanço do Ebola, a participação da República Democrática do Congo na Copa do Mundo não corre risco neste momento. A entidade máxima do futebol reforçou que a prioridade segue sendo a segurança de todos os envolvidos no torneio.
A estreia da seleção africana acontece justamente contra Portugal, equipe liderada por Cristiano Ronaldo, no dia 17 de junho, em Houston. Até aqui, a Fifa segue acompanhando diariamente a evolução do caso para evitar novos impactos durante a competição.





