O Banco Central da Índia anunciou novas regras que definem um valor mínimo obrigatório para manter uma conta bancária ativa. Quem não cumprir esse limite poderá receber multa mensal. A mudança deve atingir milhões de pessoas em diferentes regiões do país.
Essas novas regras começam a valer em 10 de dezembro de 2025 e afetam contas de poupança e contas correntes. Antes, cada banco definia seu próprio valor mínimo, o que gerava bastante confusão. Agora, todos seguirão os mesmos limites, estabelecidos pelo órgão regulador.
Para as contas de poupança nas áreas urbanas, o saldo mínimo será de ₹3.000 (cerca de R$ 180). Já nas regiões rurais e semiurbanas, o mínimo cai para ₹1.500. No caso das contas correntes, os valores ficam entre ₹12.000 e ₹30.000 (R$ 720 à R$ 1,8 mil), dependendo do tipo de cliente.
Por que essa mudança foi feita pelo Banco Central da Índia?
O objetivo é equilibrar a praticidade para o cliente e a necessidade de manter o sistema bancário funcionando bem. Com o crescimento do uso de aplicativos, pagamentos via celular e carteiras digitais, manter dinheiro na conta ficou mais simples. Mesmo assim, muitas famílias e pequenos negócios precisam se organizar para evitar multas.
Os bancos indianos já começaram a avisar seus clientes por SMS, e-mail e notificações em aplicativos. Eles recomendam atenção redobrada nos meses que antecedem o início da nova regra. Assim, cada pessoa terá tempo de ajustar suas finanças e evitar problemas.
Especialistas explicam que as mudanças também refletem o aumento dos custos dos próprios bancos. Manter agências, caixas eletrônicos e atendimento físico ficou mais caro ao longo dos anos. Com regras unificadas, espera-se mais clareza e menos diferenças entre os serviços oferecidos.
No Brasil, esse tipo de exigência não existe. Os bancos podem cobrar tarifas, mas não há um saldo mínimo obrigatório para manter uma conta ativa no país.





