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Veja o que muda para os idosos que usam transporte público gratuito com a nova lei

Por Henrique Cesaretti
15/06/2026
Créditos: Tomaz Silva/Agência Brasil

Créditos: Tomaz Silva/Agência Brasil

Os idosos que utilizam transporte público gratuito estão entre os grupos contemplados por uma nova legislação que altera regras relacionadas ao financiamento do setor. A medida abre caminho para mudanças na forma como os benefícios são custeados e mantidos pelos governos.

A proposta tem como principal objetivo modernizar o sistema de transporte coletivo e reduzir a dependência das tarifas pagas pelos passageiros. A ideia é ampliar as formas de financiamento disponíveis, criando alternativas para sustentar a operação do serviço e as gratuidades existentes.

As mudanças foram oficializadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a sanção do Marco Legal do Transporte Público Coletivo. O texto promove alterações no Estatuto da Cidade e na Política Nacional de Mobilidade Urbana.

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Entre os principais pontos da nova lei está a possibilidade de estados e municípios utilizarem novas fontes de recursos para custear gratuidades destinadas a idosos, estudantes e pessoas com deficiência. Com isso, o financiamento desses benefícios deixa de depender exclusivamente de recursos orçamentários.

A legislação também cria mecanismos que permitem uma participação maior da União no custeio do transporte coletivo urbano. Atualmente, essa responsabilidade está concentrada principalmente nos estados, municípios e nas tarifas pagas pelos usuários.

Créditos: Divulgação/Agência Brasil

Como ficam as gratuidades no transporte público

O texto aprovado anteriormente pelo Congresso previa um prazo de cinco anos para que as gratuidades fossem custeadas integralmente pelos orçamentos dos estados e municípios. No entanto, esse trecho foi vetado pelo Palácio do Planalto por causa da preocupação com despesas sem fonte de custeio definida.

Lula também vetou dispositivos relacionados à isenção obrigatória de pedágio para ônibus em rodovias estaduais e municipais, além da previsão de subsídios federais automáticos para tarifas locais. Segundo o governo, essas decisões não impedem o avanço de políticas voltadas à tarifa zero.

Com as mudanças, a proposta passa a incentivar a criação de novos mecanismos de financiamento para o transporte coletivo. A intenção é justamente distribuir melhor os custos do sistema, ajudando a evitar reajustes nas passagens e preservando benefícios concedidos a idosos e outros grupos atendidos pelas gratuidades.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Henrique Cesaretti

Henrique Cesaretti

Jornalista formado pela Universidade São Judas Tadeu (SP). Tem passagem pela Rede Minas de Televisão, além de sites esportivos como VerdãoWeb e SPFC.NET. Já atuou como correspondente para diferentes sites, com a redação de notícias.

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