Um hábito comum em muitos lares pode fazer com que os gatos tenham sua expectativa reduzida para apenas sete anos. Trata-se da prática de deixar os bichos ter livre acesso a rua, contestada por muitos veterinários de diversos cantos do mundo.
Ao contrário do que se imagina, deixar os felinos saírem às ruas sem supervisão não faz parte de supostas necessidades da raça. O veterinário Carlos Gutiérrez, por exemplo, afirma que esse é um mito que foi sendo difundido e que, na verdade, o ambiente urbano expõe o animal a riscos de vida.
Os gatos passaram séculos se adaptando a viver em proximidade com os humanos em busca de proteção e alimento. Por isso, não se pode idealizar que um felino doméstico viverá em melhores condições na natureza. Na rua, ele está exposto a atropelamentos, quedas de grandes alturas e envenenamento.

Estima-se que um gato que vive dentro de casa pode alcançar uma expectativa de vida de cerca de 15 anos. Já um gato que passa a maior parte de sua trajetória ao ar livre tem a expectativa de vida reduzida quase pela metade, estabilizando-se em torno de sete anos.
Importância do ambiente doméstico
O argumento de que os gatos ficam entediados dentro de casa é inválido. Mesmo durante a idade adulta, brincar é um comportamento que eles mantêm quando se sentem seguros. Ao contrário do que acontece na rua, onde eles ficam em constante estado de alerta.
A chave, portanto, é enriquecer o ambiente doméstico, criando recantos, reorganizando os móveis, oferecendo alturas, arranhadores, esconderijos e brinquedos. Já as saídas para a rua podem acontecer de forma supervisionada.
Uma alternativa é acostumar o uso da coleira de forma gradual, acostumando o animal a passeios em áreas tranquilas, sem a presença de cães.









