Fazendo as vezes de mineradora, a Vivo vai passar a vender o estoque de cobre das redes subterrânea e aérea de telefonia fixa que possui. Construída ao longo de décadas de atividade da empresa, a reserva agora tem potencial para reforçar a posição financeira da companhia de telefonia.
A expectativa do grupo é fortalecer as operações envolvendo o cobre a partir do segundo semestre deste ano. A projeção é de que esse processo possa se estender até 2028, rendendo aproximadamente R$ 3 bilhões durante esse período.

Extraído da infraestrutura obsoleta, o cobre tem potencial de liberar caixa para sustentar a distribuição de dividendos nos próximos anos. Convém destacar, porém, que parte do estoque está espalhada por milhares de quilômetros das redes subterrânea e aérea, que está sujeita a desgaste e até mesmo a ação do crime organizado.
Os ganhos com a rede obsoleta fazem parte de uma estratégia ampla da empresa de gerar dinheiro. Plano esse que também incluí a venda de imóveis, embora essa receita esteja atrelada a uma maior volatilidade. De toda maneira, a projeção da Vivo é de obter R$ 3 bilhões com a venda de cobre e R$ 1,5 bilhão com comercialização de imóveis.
Vivo opera no Brasil desde 2003
As atividades da vivo no território brasileiro começaram no dia 13 de abril de 2003. A empresa surgiu como uma parceria estratégica da Telefónica, um dos maiores conglomerados de telefonia do mundo, com a Portugal Telecom, unificando as operadoras de telefone regionais.
Com o passar dos anos, a companhia se consolidou no país como líder do segmento de telefonia móvel. Em 2012, passou a unificar os diferentes tipos de serviço da Telefônica Brasil: fixo, móvel, internet e televisão. Esse histórico se fez graças a privatização da Telebrás, em 1998, a maior já registrada no país até então.









