O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, falou a respeito do atual cenário envolvendo os Correios. Em meio a crise do serviço postal, ele afirmou que é preciso encarar a questão da universalização para assegurar a reestruturação da empresa pensando no futuro.
De acordo com Haddad, os custos da universalização do serviço postal no país são um problema que tem que ser enfrentado para assegurar a reestruturação da empresa. “Ele tem que encontrar um nicho dele e isso está sendo feito, adequando a estrutura de custos dele”, disse, em entrevista ao Flow News.

O reequilíbrio das contas está previsto para o primeiro semestre de 2027. Perguntado sobre uma possível privatização, o ministro citou exemplos de países liberais, nos quais a regra geral é o serviço postal ser regulado pelo estado, mas tendo parcerias com bancos e seguradoras.
Quanto às fraudes em remessas internacionais, o ex-prefeito de São Paulo afirmou que a empresa pública não pode “depender de contrabando para viver”. São questões ligadas à companhia estatal responsável pela execução do serviço postal no território brasileiro.
Fernando Haddad se defendeu de apelido pejorativo
Por conta das intervenções durante sua gestão, Haddad ganhou a alcunha de “Taxad”. Ele, no entanto, não concorda com essa fama de taxador, por assim dizer, que ganhou.
Segundo o ministro, as pessoas não estão dispostas a ouvir suas explicações a respeito de determinadas decisões. Em vez disso, ele acredita que essa parcela da população “prefere continuar mentindo para si mesmo para angariar apoio”.
Ainda na entrevista para o Flow, Haddad defendeu que os gastos como proporção do PIB estão caindo, abaixo de 19% “depois de muito tempo”. O ministro destacou que os números são fruto das medidas que conseguiu implementar, ao contrário do que aconteceu com seu antecessor, Paulo Guedes. “Por que o cara Guedes não conseguiu, ele tem mérito?”, questionou o ministro da Fazenda.





