O Banco Central do Brasil decidiu retirar de circulação as clássicas notas da primeira família do Real. As cédulas de R$ 2 a R$ 100, que foram lançadas em 1994, no início do Plano Real, passarão a ser recolhidas daqui em diante.
As notas continuarão valendo, mas não retornarão mais ao bolso da população. Como as cédulas são separadas no sistema bancário, a circulação diminuirá ao longo do tempo e, assim, perceberemos a mudança mais a frente.
O objetivo dessa iniciativa é renovar o dinheiro em circulação com cédulas mais recentes – um processo de transição. Não se trata, porém, de um recolhimento imediato feito por pessoas em casa. O foco está voltado para o caminho que o dinheiro faz.

Em suma, a retirada ocorrerá de forma progressiva, acompanhando o retorno natural das cédulas antigas ao sistema. Ela reorganizará a circulação do papel moeda no país, reduzindo a presença das cédulas lançadas em 94, sem exigir uma corrida imediata da população aos bancos.
Vale destacar, também, que o procedimento engloba a cédula comemorativa de 10 reais, emitida em 2000, em celebração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. Ainda que sua circulação seja limitada, a nota também passa a ser retirada gradualmente quando chega às instituições financeiras.
A inclusão da cédula comemorativa padroniza o tratamento dado às cédulas antigas e, assim, reforça a substituição por dinheiro em papel mais recente. A tendência é que com o tempo o papel moeda desapareça do uso comum, seja por desgaste, padronização ou segurança do meio circulante.
Notas clássicas continuam valendo
Conforme destacado anteriormente, as cédulas antigas seguirão valendo como meio de pagamento legal. Isso significa que poderão ser utilizadas pela população normalmente em compras e demais transações.
A mudança acontece quando as notas entram em uma agência. A partir de agora, os bancos passam a reter essas notas em vez de colocá-las novamente em circulação.





